24/01/2010 – Negligentes Digitais: A ameaça corporativa
Todos conhecem os “Analfabetos Digitais”. São aquelas pessoas constantemente dizem: “Não entendo nada de computador” ou coisas do gênero. Trazendo para os dias atuais, arrisco chamar de Analfabetos Digitais aqueles que não só não entendem de computador, mas também não entendem dos serviços oferecidos na internet como redes sociais, blogs, videos, entre outras coisas. Estes até que não representam tanta ameaça, uma vez que estes até procuram saber, se inteirar e se relacionar com estas novas tendências.
A ameça mortal são os Negligentes Digitais. Eles não entendem muito de informática, conhecem pouco os serviços e benefícios que a internet proporciona mas NÃO DÃO A MÍNIMA PRA ISSO. Sim, acredite. Existem pessoas assim e o pior: elas podem estar mais próximas do que imaginamos.
Constantemente tenho me deparado com pessoas que não só não acreditam nos benefícios da internet e do ambiente digital de um modo geral, como se negam a aprender mais, julgando que são “inúteis para o seu negócio” ou “não vão trazer retorno sobre os investimentos que serão feitos”. O pior é que estas pessoas estão ocupando cargos de gerência, diretoria e presidência, ou seja, onde deveriam estar as pessoas que pensam além e movem a empresa para frente, estão pessoas que olham pra baixo e andam para trás.
A empresa só tem a perder com esses caras-pálidas. Eles brigam querendo lucros, aumentam metas, tiram propostas utópicas do sovaco e sobra para nós do Marketing obter os resultados que eles querem, com a estrutura que eles disponibilizam. Ora, a matemática deles é completamente diferente da lógica. Se você quer mais, tem que gastar mais. Como você quer mais gastando menos ou nada? Milagre divino, só se for.
Infelizmente tenho acompanhado algumas empresas que não investem em marketing digital, seja no próprio site, seja nas mídias sociais, ou até mesmo no relacionamento com o cliente. Simplesmente não investem. E o pior, cortam a verba da pesquisa de mercado, da pesquisa de hábitos de consumo, do desenvolvimento de produtos e da publicidade. O que acontece então são setores de marketing dando tiro na água, acertando um peixe ou outro e comendo o pão que o diabo amassou.
Tenho tido alguns insights para tentar reverter essa situação e não deixar que esses negligentes digitais destruam a marca que o Marketing sua tanto para construir.
- Conscientização: o maior erro que as pessoas cometem é mostrar direto para o outro a que conclusão chegaram. Ela não sabe os caminhos e pensamentos que você teve para chegar àquela consclusão. O importante é mostrar os passos, desde o brainstorm até a conclusão final. Assim eles acompanharão o seu raciocínio e então poderão ver como você vê e enxergar além como você enxerga.
- Exemplos concretos: A não ser que você esteja criando uma coisa mega inovadora, se apóie nos ombros de gigantes que já passaram pela mesma situação, venceram e hoje são cases de sucesso servindo de exemplo para todas as empresas. Conheço um caso bacana de uma empresa que se espelhou na ação em rede sociais desenvolvida pela AUDI para fazer o mesmo na empresa. Inspiração nunca é demais, assim como informação também não.
- Dados, dados e dados: Não tire informações do sovaco. Tem que ter embasamento, seja ele teórico ou prático. Se esses caras gostam de números, então terão números. Se gostam de fotos, então terão fotos. Nunca se esqueça de que seu cliente não é aquele que compra seu produto, mas sim aquele que precisa de oxigênio igual a você.
- Paciência: O mais difícil de todos, sem a menor sombra de dúvidas, porém o mais importante. Ter paciência significa escutar mais e falar menos. Observar mais e se precipitar menos. Escute, reflita, analise, observe, pense, estude e só então faça alguma coisa. O maior erro que vejo as pessoas cometerem é esquecerem que tem dois ouvidos e uma boca, e não duas bocas e um ouvido.
Bom, tenho passado por algumas situações em que essas dicas pequenas tem me dado força para seguir em frente. O negócio é realmente ir se adaptando à empresa, respeitando as limitações mas nunca se acomodando com as coisas que acontecem lá.
Ciao.
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