27/01/10 – Helen is Gone
A pior parte de quando um colega de trabalho pede demissão não é necessariamente a sua partida, mas sim as coisas que levaram até aquele momento. Diretores, gerentes e outras pessoas ligam “assustadas” querendo saber o que houve, os motivos que levaram a tomar essa atitude tão drástica, se é que podemos assim chamar.
O que mais me incomoda nestas situações são as frases clichés de protocolo que surgem em um momento em que não adianta mais serem ditas. Frases como “Mas por que você está saindo? O que houve? Você estava insatisfeita? É salário? Foi o trabalho? São seus colegas? O que aconteceu? Você tem toda a abertura de falar isso comigo!” realmente é de dar nos nervos. Ora! Essas perguntas devem ser feitas durante toda a vida do colaborador, exatamente como objetivo de acompanhar a vida carreira daquela pessoa de uma forma completa, solucionando possíveis problemas que ela venha a ter ou simplesmente tentando balizar ações para ela se desenvolver e ficar feliz no trabalho. Isso tem que ser feito ANTES e DURANTE e não no FINAL quando a bomba já explodiu. Só resta à empresa agora apanhar os destroços, contar os feridos, botar outro soldado no lugar e começar a atirar para todos os lados (de novo).
Se você não treina seu funcionário, não investe em capacitação, não aceita as propostas inovadoras, não propõe novos desafios, ou seja, não faz NADA coma intenção de desenvolver o colaborador, eu tenho um presente pra você: é um relógio. Cada “tic tac” é uma contagem de dia que você poderia fazer alguma coisa pelo seu funcionário. Não queremos deixar o relógio parar, certo? Então, mova-te!
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