27/02/09 – Mídias sociais e Empresas: um jogo de estratégia

Hoje de manhã publiquei no grupo de discussão Marketing Digital Brasil, do LinkedIn, um comentário sobre a discussão: Novas Mídias e a Criação de conteúdo por usuários. Achei interessante postar aqui.

Como heavy user de mídias sociais e profissional de marketing, posso dizer sem medo que o primeiro passo das empresas é a observação antes de qualquer movimento.

Está observação é uma questão de vida ou morte para qualquer ação a ser desenvolvida pela empresa, simplesmente pelo fato de que os usuários de mídias sociais tem, mais do que nunca, o poder de controlar o que querem e o que não querem ver.

Ao contrário do que muitas empresas pensam, acredito que os esforços devem ser focados em levar os clientes para as empresas, e nunca (com o perdão do termo) “enfiar a empresa goela abaixo” do cliente. A seleção dos clientes fará com que eles tenham dois comportamentos simples: ou se identificam com os serviços e produtos da empresa, ou simplesmente o deixam. Se a abordagem tiver sido de uma forma não aceita por eles, irão até bloquear a empresa de acessar seus dados virtuais e a notícia ruim, como todos sabem, irá se espalhar.

Como exemplo posso citar o Twitter, que tem crescido substancialmente ao longo do tempo. Em muitas cidades estão sendo formados grupos de pessoas que se interagem não somente no meio virtual, mas fazem questão de se interagirem no meio real, organizando eventos onde os twitters, como são chamados, se conhecem e os novatos são sempre bem-vindos.

O grupo de Twitters de Belo Horizonte, do qual participo, é um grande exemplo desse nicho de mercado. Empresas como GUIA BH e TOAÍ.com.br estão sempre participando dos eventos e promovendo uma integração entre empresa e consumidores, oferecendo-lhes os serviços sem imposição, e sim trabalhando o relacionamento com estes consumidores. Esse tipo de abordagem acaba fortalecendo os laços com estes consumidores e abrindo espaço para outras empresas que quiserem fazer testes com esse nicho de mercado específico, por meio de lançamentos de produtos, pesquisas, etc.

Para quem quiser conhecer mais sobre as mídias sociais na prática, deixo um site onde você pode conferir todos os serviços que participo. Vale a pena conhecer as ferramentas disponíveis no mercado. http://www.meadiciona.com/fernandopaiva

26/02/09 – Endomarketing é sinônimo de lealdade?

Em uma conversa com um amigo do Twitter (@fbhz85), estávamos discutindo sobre a importância do endomarketing para as empresas.

Investir nos funcionários, na minha opinião, é uma questão de sobrevivência. Comparamos um funcionário à um motor. Se conservarmos de forma correta, utilizando os produtos certos ao longo do tempo, a tendência é o motor funcionar mais tempo e se adaptar melhor às varias situações pelas quais irá passar. Caso o motor não seja trabalhado de forma correta, irá gerar um monte de defeitos, comprometendo toda a estrutura e até mesmo parando de funcionar, tendo que ser jogado fora.

Com um funcionário não é diferente. O funcionário precisa ser trabalhado constantemente no intuito de fazer com que este faça do trabalho um ambiente melhor e um estímulo para seu crescimento, e não um fardo pesado a se carregar.

Mas o endomarketing é sinônimo de geração de lealdade por parte do funcionário? A resposta é simples: NÃO.  Mimar os funcionários pode ser uma estratégia interessante, mas várias pesquisas já foram feitas e foi comprovado que mais da metade dos entrevistados sairam de suas empresas GOSTANDO do trabalho, do ambiente, dos colegas, mas saíram simplesmente porque quiseram novas oportunidades.

Constantemente vemos pessoas que reclamam de seus trabalhos. Que levantam das suas camas de manhã e dizem que não gostariam de ter que acordar para não terem que ir trabalhar. Essas pessoas nas empresas são um risco enorme para a produtividade, o que consequentemente trará problemas junto ao consumidor.

Os funcionários devem se sentir confortáveis na empresa, tendo em vista que muitas vezes passam mais tempo nas empresas do que em suas próprias casas. Por que não investir? Muitos empresários tem medo de investir porque acham tudo isso uma grande bobagem, e chamam isso de custos e despesas desnecessárias. Eu chamo de investimento. Ainda mais nestes tempos de crise onde todas as pessoas precisam trabalhar juntas para aumentar a produtividade, os funcionários devem se sentir o mais a vontade possível em suas empresas para então se dedicar da forma mais eficaz e realizar os trabalhos com eficiência.

Dar liberdade aos funcionários é uma estratégia interessante. Mas como um pai faz com um filho, a liberdade é dada a partir da responsabilidade e da autonomia. Esses três pilares devem andar sempre juntos. Não adianta nada dar liberdade se eles não tiverem responsabilidade, uma vez que as reações podem ser completamente diferentes das programadas.

Enfim, trabalhar a locomotiva que move a empresa é imprescindível. Se isso não estive no planejamento estratégico, é simplesmente pedir para o planejamento dar errado. Os funcionários devem estar por dentro dos acontecimentos, tem que ser comunicados e principalmente orientados da melhor forma possível para que os objetivos sejam cumpridos.

26/02/09 – Eu sou Marketeiro.

A palavra ”marketeiro” tomou uma conotação muito pejorativa ao longo do tempo. O termo é constantemente utilizado para remeter àquele que engana, que mente, que ludibria, que faz comprar o que a pessoa não queria, etc.

Quando me perguntam sobre a minha formação, eu digo “Marketeiro”. Tenho preguiça de falar “sou formado em marketing” ou qualquer coisa do tipo. Marketeiro é mais rápido e causa mais reações do que um simples “sou formado em tal”.

Mas todo marketeiro é mau? Mau com “u”, no sentido de pessoa ruim? Posso dizer que alguns marketeiros são maus, outros não.

Existe uma confusão muito grande por parte dos leigos, que insistem em dizer que manipulamos a cabeça deles com propagandas, e que estamos constantemente bombardeando estas pessoas com mensagens subliminares. Bom, o que fazemos é manipular desejos já existentes, mas não criar desejos nas pessoas. Existem SIM as pessoas que são doentes, as chamadas “Consumidoras Compulsivas” que sentem a necessidade de comprar coisas involuntariamente. Nosso trabalho não é voltado para essas pessoas.

O trabalho do profissional de marketing é oferecer ao mercado uma solução para um determinado problema. O papel do marketing é criar um produto a partir das necessidades do mercado, comunicar a existência deste produto e entregá-lo ao consumidor.

Pesquisas de comportamento do consumidor e hábitos de consumo são feitas constantemente no intuito de identificar as necessidades destes consumidores e, a partir das informações obtidas, criar produtos que satisfaçam estas necessidades. A questão é que várias pessoas preferem falar que estão sendo manipuladas do que se sentirem como ratos de laboratório. Nem uma interpretação nem outra estão corretas. Consumidores são objetos de estudo, mas o objetivo deste estudo é criar produtos que satisfaçam necessidades e solucionem problemas, e não que você compre o produto para simplesmente gastar o dinheiro. 

Quando se tem domínio de uma ferramenta, o que acontece é que você se torna mais hábil a desenvolver ações de marketing mais eficazes. O que acontece é que o volume de informações que você possui é maior, portanto, a partir da análise destas informações e da definição de objetivos, você consegue trabalhar os meios para desenvolver um produto interessante para o consumidor.

Um bom marketeiro é aquele que trabalha em prol da satisfação da necessidade do cliente. Ele não pensa necessariamente na venda do produto em si, mas no que ele irá proporcionar ao consumidor. Esse sim é o caminho ideal.

17/02/09 – Pró-atividade X Puxa saquismo

 Puxa-saco sai até em raio-x!

Atire a primeira pedra quem nunca se irritou com um colega de trabalho ao vê-lo “puxando o saco” do seu chefe. Esse tipo de comportamento, antes uma forma de conquistar o chefe e “garantir o seu emprego na empresa” está, mais do que nunca, se tornando uma prática deplorável.

Com as cabeças em jogo, gerentes e supervisores tem focado naqueles funcionários que estão preocupados com resultados. Um comportamento típico das pessoas que são focadas em resultados é a preocupação com a eficiência e com a eficácia de seus trabalhos. 

Para entender melhor os termos: eficácia é o ato de poder realizar uma coisa útil, com qualidade, gerando resultados. Eficiência é o ato de fazer algo em tempo hábil, gastando o mínimo de verba, tempo, etc. 

Existe então uma diferença muito grande entre ser puxa-saco e ser pró-ativo nas suas atividades no trabalho. Uma pessoa que foca nos resultados, está mais preocupada e mais sintonizada na solução rápida de problemas que gerem resultados significativos do que ficar mimando o chefe para ganhar uma promoção ou um aumento de salário.

O porque desta atitude de puxa-saquismo estar sendo deixada de lado é simplesmente o fato de que puxa-saquismos não geram os resultados esperados. Um bom papinho não vai render bons números, que podem comprometer uma estratégia de mercado e consequentemente obrigar a empresa a realizar cortes. E não pense que são os funcionários que deixam as empresas. Normalmente são os GERENTES, pois estes tem altos salários mas não estão trazendo os retornos esperados.

Ser pró-ativo, eficiente e eficaz nas suas ações são características que são diferenciais no mercado atual. Enquanto muitos querem fazer concursos para dixarem suas vidas mais estáveis e acomodadas, aqueles que lutam tendem a ser mais eficientes naquilo que fazem, e focam seus esforços para o alcance dos resultados, e não somente das vendas em si. E pode ter certeza que seu chefe testá reparando isso. Não somente seu chefe, mas todos da empresa.

 

A dica de hoje é: pró-atividade nunca é demais. Fazer o que tem que ser feito é uma questão de estar sintonizado com o que a empresa quer: resultados. É simplesmente uma questão de trabalhar com a máquina e não CONTRA a máquina. Mimos e agradinhos pra chefe funcionavam antigamente, hoje isso é dispensável.

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